Cirurgia Endoscópica de Base do Crânio:

Tumores no cérebro podem ser tratados por meio de técnicas endoscópicas nasais, dispensando a abertura externa do crânio:

A cirurgia endoscópica endonasal é um método preciso e seguro de tratar problemas no nariz, seios paranasais, base do crânio, cérebro e até coluna vertebral. O procedimento, em que o acesso do endoscópio é feito por meio da narina, oferece menos risco de dano estrutural ou funcional do cérebro do que a cirurgia tradicional, que prevê a abertura externa do crânio (craniotomia).

Inicialmente desenvolvida para o tratamento de sinusite e pólipos nasais, a expansão dos limites fez com que a técnica tenha sido largamente utilizada em centros internacionais para remoção de tumores cerebrais, principalmente os localizados na glândula hipófise.

“Os antigos egípcios, no processo de mumificação, já realizavam este tipo de procedimento. Os sacerdotes retiravam o cérebro da pessoa a ser mumificada pela cavidade do nariz, sem cortes ou aberturas externas no crânio. O que fazemos é semelhante. Denominamos de craniectomia transnasal, ou seja, a abertura do crânio pela cavidade do nariz, sem cortes ou incisões externas.”

As principais vantagens da cirurgia endoscópica endonasal da base do crânio são: menores riscos de complicações, menor tempo de internação e um pós-operatório mais rápido, diz Aldo Stamm (foto), diretor e responsável por este setor no Centro de Otorrinolaringologia e Fonoaudiologia de São Paulo do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos, cujo complexo hospitalar tem um dos mais avançados centros de cirurgia endoscópica endonasal do mundo.

A endoscopia endonasal passou a ser usada para tratar casos de malformações da base do crânio - como meningoencefalocele (quando parte da meninge e do cérebro saem para a cavidade nasal) - e traumas craniofaciais com vazamento de líquido cerebral pelo nariz (fístula liquórica). Pela mesma via, modernos métodos permitem até o tratamento da coluna cervical.

As lesões mais comumente acessadas e tratadas por esta via são: 

- Tumores de Hipófise: macroadenomas e microadenomas funcionantes ou não

- Craniofaringiomas

- Meningiomas

- Cordomas e condrossarcomas de clivus

- Estesioneuroblastomas

- Fístulas liquóricas

- Tumores orbitários

- Outros

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